Publicado por: mota99 | Dezembro 2, 2009

Al Pacino

Caramba…..faz tanto tempo que não escrevo nada por aqui que nem me lembro mais como se faz. Vida de universitário é dose….uma dose na segunda, duas na terça, três na quarta quando chega a quinta já não sabe mais quantas tomou e por ai vai até o domingo começando tudo denovo na segunda.

Mas porque voltar aqui depois de tanto tempo?

O Advogado do Diabo.

Acabei de assistir, ou melhor, reassistir. Mas também não vou falar dele hoje. Talvez falarei mais tarde. Irei apenas comentar sobre Al Pacino. Eu acho que esse foi o melhor papel dele depois de O Perfume de Mulher. Ele é realmente o diabo em pessoa. Acho que nunca assistir a um fime dele que eu não tenha gostado, O Poderoso Chefão 1,2 e 3, Scarface, Um Dia de Cão gostei até de Simone e outro muito bom dele ,se não me engano o último que foi junto com Robert De Niro, As duas Faces da Lei.

Al Pacino para mim é especialista em fazer caras “fora da lei” e a melhor atuação dele foi em Perfume de Mulher. Não era um sujeito fora da lei mas era alguém meio que deixado de lado pela família. Como o tenente-coronel Frank Slade Pacino ganhou o Oscar em 1993 e o Globo de Ouro em 1993. O truque que ele usou para ser cego foi de não focar seus olhos em nada que estivesse na cena. E deu muito certo!

Bom para uma volta acho que está razoavel, tentarei retonar esse blog apartir de agora.

E uma dica, procurem ver mais Al Pacino e se não assistiu  ainda vejam Advogado do Diabo e prestem atenção nos gestos de Al Pacino na parte final do filme. É de uma simplicidade fantastica.

 

R. Mota

Publicado por: mota99 | Junho 30, 2009

Efeito Lótus

Banda mineira de Conselheiro Lafaiete  toca uma música de estilo chamado de Folk. Conheci mais uma vez navegando por essa internet em mais um dia sem nada o que fazer.

efeito lotus

Como disse anteriormente em outro post estilo de música preferido é só a voz e o violão,um semi-acustico digamos assim. E esta banda mineira não fogi ao estilo. Uma letra simples, música leve e uma voz suave agradável de escutar.

Membros:
Matheus Salmaso: Flauta/Violão
Renan Rodriguez: Voz, Violão de 12, Bandolin e Gaita
Wendell Peixoto:Violão, Baixo e Backing Vocal

Seu único e primeiro album ” O Vento” esta em produção e já dar para perceber que é bem trabalhado, não é algo assim de dizer que seja fora de sério mas com dedicação tem tudo pra ir longe.

Outras músicas que gostei são:  Se o sol não sair, Eu não entendo e A Neblina.

www.myspace.com/efeitolotus

http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/efeitolotus/

Nada demais mas vale a pena.

R.Mota

Publicado por: mota99 | Junho 18, 2009

Nascido Para Matar.

Bom, não iremos só ficar falando de filmes, falaremos de diretores também. E começarei com um dos grandes diretores do cinema mundial: Stanley Kubrick.

kubrick

Perfeccionista. Essa era a característica que mais o marcava. Para o azar de quem trabalhava com ele e para a nossa sorte. Devorador de livros, daí muitos de seus filmes serem adaptações de obras literárias. Para tristeza dos autores e felicidade nossa.

Nasceu em 26 de julho de 1928 no Bronx, em Nova York. Em 1951 fez seu primeiro curta-metragem, Day of the Fight. E em 1953 seu primeiro longa, Fear and Desire. Agora seu primeiro clássico só veio em 1956, O Grande Golpe. Mas foi dirigindo Kirk Douglas em Gloria Feita de Sangue foi que Kubrick conseguiu entrar no circulo do cinema mundial. Ele assina a direção também de: Lolita, Spartacus, Dr. Fantástico, o ousado e intrigante 2001 Uma Odisséia no Espaço. O futurista e violento Laranja mecânica, o “aterrorizante” O Iluminado. O pornográfico De olhos Bem Fechados. E o deslumbrante Nascido Para Matar.

Em nascido para Matar não é apenas a guerra do Vietnã que é mostrada na tela. O principal ponto do filme é a lavagem cerebral que os jovens americanos recebem no exercito. Os primeiros 40 minutos é o período de formação dos soldados. É mostrada uma forma disciplinadora e altamente autoritária chegando a ser humilhante. Ao acabar o treinamento, de uma maneira até esperada, o grupo é mandado para o Vietnã. Durante o combate o que é privilegiado no filme não são as ações de combate e sim as conseqüências da própria guerra, assim como em Apocalipse Now.

 

Sua fotografia, como em todos os filmes de Kubrick (que assisti) é fantástica! Uma câmera estável que acompanha o movimento dos atores sem que a imagem trepide, o recurso chamado de steadicam. Que é basicamente uma câmera acoplada ao operador o que facilita a sua movimentação (falarei mais tarde mais sobre o steadicam). A música, também como em todo filme dele, é marcante!

Vale muito a pena assistir Nascido para Matar. Um dos grandes filmes de guerra do cinema e um dos muitos clássico que essa fera perfeccionista fez para nos reles principiantes.   

 R.Mota

Publicado por: atreusj | Junho 13, 2009

Benjamim – parte 3 de 7

Oitavo Andar

O elevador parou no oitavo com um BING que o remeteu a velhos filmes de Humphrey Bogart e Audrey Hepburn.

Saiu com seu passo largo e parou no meio do amplo corredor de paredes cobertas de tapecarias inglesas. A decoracao piorava a medida que subia.

Olhou para um lado do corredor. Ninguém. Fitou o outro, viu uma porta aberta. Seguiu ate a porta.

Entrou abaixando seu chapeu. O olhar determinado. Dois cabos abriram espaço pra ele passar. O mais baixo deles apontou o quarto do dedo e tornou de volta a conversa. Parou um instante observando o que tinha indicado o quarto. Percebeu sua camisa mal passada, a calca de sua bainha suja e seu sapato de servico sujo e usado. Irritou-se. Donde viera, aquilo era inadmissivel, mas por outro lado, ele estava no Brasil. Era verdade, pensara, o calor do Brasil era relaxante. Malemolente.

Conversou um instante com os dois cabos. Acessou a situação como sempre fazia. Muitas vezes a opinião do cabo eh mais importante que a das testemunhas. Toda cena de crime tem um ar, um cheiro, algo distinto que as vezes apenas novatos captam.

“E ai, o que que vocês acham?” perguntou seriamente enquanto fixava os botoes nao fechados do colarinho do primeiro.

“Rapaz, sei não, mas ta cheirando historia de corno” respondeu o segundo, menos alto porem mais arrumado, dando uma risada sacana. Cutucou seu parceiro rindo enquanto procurava um sorriso no Benjamim.

Benjamim fechou a cara. Não gostara do jeito do cabo. Alem disso nunca tolerara traição. Odiava estar envolvido em historias de traição. Para ele, o pior do homem era trair outro homem. Seus anos o haviam ensinado isso. Um conceito de Honra. Um conceito de moralidade.

Saiu deixando os dois falando. Aqueles ali, não prestavam. Passara para a sala. Os dois policiais se entreolharam quase que confirmando, pelo olhar, a fama do detetive. Era conhecido por ser esquentado e estranho. Segundo as mas linguas, certa vez ele tinha espancado um menino de rua por ter afagado a bunda de sua mulher. A furia foi tanta que o menino foi internado no hospital Sirio-Libanes. Os dois cochichavam ainda quando o detetive sentou-se do lado da moca chorando na sala.

Tirou um lenco do seu bolso de tras da calca e entregou a moca. Ainda nao ia conversar com ela. Tinha de se inteirar da situacao. Levantou e passou para o quarto.

Parou na porta. Observava os arredores.

Havia ali varios quadros tortos. Deduziu corretamente que eram acostumados com arte. Somente pessoas que vivem com arte deixam seus quadros tortos. A altura estava boa, o alinhamento perfeito, eram sem duvida conhecedores. Desleixado, certo, mas conhecedores.

O apartamento era bem decorado, se bem com um ar decadente de falta de dinheiro. Mas o que realmente o incomodava era o vermelho. O sofa vermelho onde a moca chorava. A parede vermelha do quarto. Um vermelho forte, um vermelho sangue.

Um corpo branco e palido na cama. Homem Caucasiano. Por volta dos cinquenta. Som. Tocava um tango de Gardel em tilt. Em loop. Ninguem parecia se importar.

Por una Cabeza. Por una Cabeza.Por una Cabeza.

Ele olhara em volta para ver se alguem se importava. Ninguem parecia escutar. Nem o fotografo que tirava fotos do corpo estendido na cama de jacaranda, nem o cabo que parecia estar ajustando a meia ao lado da cama.

Parou um instante e absorveu a voz de Carlos Gardel. Tinham bom gosto, mas estava alto e estava em loop. Precisava se concentrar. Estava cansado. Queria terminar logo.

“Alguem desliga essa merda” disse quase gritando

O som parou. O fotografo o olhou com um sorriso e balançou a cabeça querendo aprovação. Um sinal, aguardava algo em retorno. Balançou a cabeça de volta. Maldita sociedade em que todos necessitam de afirmacão, de segurança.

Fixava agora o cabo que ainda mexia no seu pe. Aproximou-se dele e deu um tapinha em suas costas. O negao meia noite se ergueu e fitou o detetive.

“Sim?” indagou com uma voz grossa e profunda

“Saia daqui!” disse secamente com seus dentes serrados

O negao, que fazia entorno de um metro e noventa de altura com ombros largos e bracos fortes, olhou Benjamim longamente. Não entendia o porque daquilo mas tinha ouvido dizer que aquele detetive era doido e ousado. Ele imediatamente serrou seus imensos punhos e iniciou uma frase.

“Nem pense…” interrompeu o detetive agora o olhando diretamente no olho.

“Saia daqui agora!” prosseguiu secamente

O negao olhou para o fotografo, que balancava sua cabeca em sinal de não, e fitou Benjamim mais uma vez. Benjamim rapidamente apontou para a porta e indicou o fotografo. Discretamente, o fotografo indicava para o cabo ir embora. O negao olhou uma ultima vez para o fotografo e pediu licensa gentilmente. Tinha feito a boa decisao.

“Boa escolha miseravao” Benjamim disse enquanto sorria tensamente. Seguiu o negao herculeo dos olhos ateh sair do quarto.

Respirou fundo. Tinha que se concentrar. Tinha que parar de devanear. Aquilo era seu elemento. Aquilo era seu reino. A morte. A cena. O crime.

Os lábios azuis do macho caucasiano na cama. Talvez sufocado. Quase certo.

“Padilha!” gritou

“Opa,” veio uma voz de um banheiro a direita, e logo aparaceu o Padilha. Padilha era o legista de plantão. Não era bom. Mas era o único que tinham. Figura magra e alta com cabelos longos presos em um rabo de cavalo. Era um bom homem, mas pouco competente. Feio. Porem, o verdadeiro problema do Padilha não era esse. O problema do Padilha era a barba.

“Opa Benjamim!” disse o Padilha enquanto estendia a mão com um sorriso

Foi ignorado.

Nunca iria apertar a mão do Padilha, não enquanto ele não raspasse aquela barba. O Padilha sabia. Sabia que o Benjamim nunca apertava sua mão. Mas ele nunca foi desagradável tao pouco. Era mais um jogo para os dois, do que uma verdadeira animosidade. Ou ao menos, assim pensava o Luis Fernando Padilha.

“Qual o caso Padilha? Sufocação?” perguntou diretamente ao assunto. Não conseguia tirar os olhos dos fios sujos da barba do Padilha. Irritado, tentava olhar outra coisa mas não conseguia.

“ Sim, sim. Tipico caso de mulher infeliz, mata o marido e depois se corta os pulsos.” respondeu o Padilha com sua voz estridente.

Tipico caso. Tipico caso? Não se acostumara como todos falavam da morte de dois seres humanos. Apesar de tudo que a vida tinha jogado na sua cara, era, e sempre fora um humanista. Como um tolo, ainda acreditara no homem, na bondade, em Rousseau. Ele já havia visto o mundo pelo lado mais sombrio. A vida já havia jogado todos os seus demônios no seu peito, e ele havia rebatido todos. Um a um. Todos. Com seu estoicismo, seu determinismo. A vida era uma batalha. O saldo positivo dependia da vitoria ou da derrota diante dos obstáculos diários. Padilha, por exemplo, era um derrotista. Era o lado sombrio que a vida entristeceu e amargou.

Coçou a cabeça. Era seu refugio. Sua maneira de pensar. Deu um tapinha no ombro do Padilha. O pensamento o tinha acalmado. Gostava do Padilha, la no fundo, gostava.

Passou por ele. Adentrou o banheiro. Parou na porta. Era de Praxe.

- (Uppado nas coxas – Ja ja corrijo mais completamente)

Isso dito, reescrevi as partes 1 e 2 com muitas diferencas. Se ainda nao leu,melhor ainda! Check it Out!

Publicado por: atreusj | Junho 11, 2009

Principiante – Zee Avi

Brushfire Records eh a produtora/label de Jack Johnson,Money Mark e ALO entre outros. E agora também de Zee Avi. Sendo um fã incondicional de JJ e ALO, foi apenas natural eu adorar Zee Avi.

Zee Avi ou Izyan Alirahman, também conhecida por KokoKaina; originalmente Malasiana tem uma historia interessante. Nascida em Miri, Sarawak, na ilha de Borneo, e criada em Kuala Lumpur,  ela logo se mudou para Londres para estudar Fashion. Dai ela começou a postar vídeos de suas apresentações no youtube para um amigo ver. Pouco a pouco, um comentário after comentário, ela começou a atingir um bom publico na internet ateh o ponto de ser postada na pagina principal do Youtube. Claro que depois disso choveram comentários e ateh convites de gravadoras e entre elas o tal convite de Brushfire Records.O resto eh fichinha como diria o meu papa.

Zee Avi seu debut álbum eh lindo, sincero e poético. Influencias citadas variam de Led Zeppelin a Ella Fitzgerald. Gosto muito  de Honey Bee,Poppy, Just you and me e The First of the gang (cover de Morrissey). O álbum eh bem jazzy e gostoso de se ouvir. E sempre, sempre acompanhado por um ukulele ou uma guitarrinha acústica (meio que de se esperar da produtora de Jack Johnson). Eh também interessante ver o quão global e ao mesmo tempo intimista sao os conteúdos de suas musicas. Seus temas variam entre uma visão realista do amor,relacionamentos, a evolução do ser humano, quase filosofia ou nao. Zee Avi eh sem duvida uma mina de dinheiro para o Brushfire e um must para nos, meros mortais.

Segue um vídeo com varias musicas:

Links:

Myspace

Site

Wikipedia

Brushfire Records (Otimo para conhecer os ques dos quais e dos porens das musicas)

Publicado por: atreusj | Junho 9, 2009

Bret Easton Ellis – The Informers

Estou de ferias. Isso quer dizer que finalmente resumi minha leitura. E que bom! As vezes tento me enganar… Tento me convencer que HQ’s, Filmes e Musicas podem substituir livros, ateh porque são bem mais fáceis de se abordar. Mas o livro reina sempre, um pouco como Roberto Carlos.

Apresento hoje Bret Easton Ellis. Ele eh o carinha que elaborou American Psycho, sabe aquele filme com Christian Bale? Eu não conhecia Bret Easton Ellis ateh pouco tempo atras. Peguei The Informers na minha estante meio que ao acaso. Lembrei que meu irmão tinha me dito que era bem parecido com o que eu tentava escrever, e porque não?

Conclusão: Wow! Caracas, eu cai no mundo inumano do Bret Easton Ellis de primeira.

Sua premissa eh simples – A falta de sentimento. Tudo em The Informers não tem importância. Focado principalmente na região da Califórnia, todos os personagens são drogados, desiludidos, bem sucedidos, quase que Zombies. Eles fumam maconha,tomam Valium pra cacete, trepam, matam, são famosos e não se importam nem com seus filhos. Um livro com a ausência do amor. Deus sabe como eh difícil fazer isso.

O livro em si tem uma estrutura de contos interligados. Ou seja que vão dando um gancho ou introduzindo personagens de um outro conto. Bret Easton Ellis cria o seu próprio mundo em que todos os personagens se conhecem diretamente ou indiretamente. Escrito em frases curtas e rígidas, ele se encaixa (segundo a Wikipedia) no Pos-Modernismo ou geração X (Han?). Eh primordialmente um livro fácil de se ler. A primeira vista parece um pouco superficial. Nao eh. Ele introduz ateh em seus capítulos finais elementos fantásticos (Vampiros) que demonstram na realidade o quão monstruosos nos, os normais, somos realmente. (Nos não, os personagens dele la).

Críticos dizem que ele soh fala de sexo, violência e dinheiro, mas essa eh a América que ele descreve – um pais que mescla o melhor desses três ingredientes. Nao espere encontrar humanidade. Ele revolucionou minha maneira de pensar. Um pouquinho.

Imperdível. Leia The Informers (seu quarto livro), ou qualquer outro. Talvez não goste, mas vai definitivamente viajar. O que mais pedir de um livro?

Ah e tem o filme também. Ainda não assisti mas pelo trailer não parece ser essas coisas todas. Estrelado por Mickey Rourke, Billy Bob Thornton e Kim Basinger entre outros

Segue o Trailer:

- Link do Wikipedia

-Site do Bret Easton Ellis

(Próxima Vitima – O Cortico de Aluisio Azevedo)

Publicado por: mota99 | Junho 8, 2009

A Histórias das Coisas.

Sabe como é né?!

Rapaz solitario sem nada pra fazer fica só na net vendo putaria coisas sem importância e com importância. Ai achei esse curta-metragem bem interessante sobre o consumismo, vale a pena dar uma olhada. Apesar de ser um pouco exagerado, mas todo documentario com o intuito de mostrar algo errado é exagerado, releve.

 

Aqui no Brasil também tem um que é muito bom!

Ilha das flores:

 

R. Mota

Publicado por: atreusj | Junho 5, 2009

Zoombido

Estava surfando ai pela internet e algo me levou de volta a Céu, a cantora. Sou fá incondicional de carteirinha da Céu. Chego ao ponto de ter uma paixão reprimida envergonhada de sua voz e de suas musicas. De hoje que tenho um vídeo do youtube dela cantando com Paulinho Moska, outro favorito. (De ambos os principiantes!). Segue o vídeo:

Terminei por procurar mais sobre essa tal de Zoombido e fui agradavelmente surpreso. Zoombido eh um programa de musica apresentad0 pelo próprio Paulinho Moska com o objetivo de entrevistar e apresentar artistas de MPB ao publico. Exibido pelo canal Brasil, Zoombido traz artistas consagrados como Adriana Calcanhoto e Ana Carolina mas tambem figuras principiantes e personalidades de bastidores (compositores, musico instrumentista, etc) Nessas horas fico com uma inveja de não morar mais na terra do sabia, soh posso xepar o que tiver no Youtube. Mas, aconselho a todos a dar uma olhadinha, quem sabe nao terminam gostando!

Através do Zoombido conheci o Tunai, John Ulhoa e Fernanda Takai (ex – Pato Fu) entre outros. Alem da musica introdutória ser irada com a participação de grandes mestres como Menescal e Carlos Lyra.

Imperdível! (Ando dizendo muito isso, nao eh?)

Publicado por: atreusj | Junho 4, 2009

O triste fim de Policarpo Quaresma

E que triste fim. Comecei a ler o livro de Lima Barreto meio que de obrigação a literatura brasileira. Uma dadiva. Confesso que a principio eu não o achei muito interessante. Nada que um Machado de Assis não teria feito melhor. Mas fui cavando,lendo cada vez mais e terminei por gostar. O personagem de Policarpo Quaresma eh para mim um verdadeiro herói brasileiro. Sempre achei que o Brasil carecia de heróis verdadeiros, não como os Estados Unidos em que  cada estado tem seu herói quase que mitológico.

A historia segue as peripécias do Major Policarpo Quaresma – um patriota utópico do Brasil – e seus devaneios risórios de como melhorar o Brasil. Quase piada não eh?

O Triste de Fim de Policarpo Quaresma não eh um senhor livro, mas eh uma fantástica historia. Uma historia do nosso brasil. Como toda grande obra, TFPQ não ficou estagnada no tempo e sim transcendeu sua era. O livro fala de hoje, do brasileiro de hoje, do mundo contemporâneo.

No colégio haviam me dito que O triste fim de Policarpo Quaresma era o nosso Don Quixote. Nao concordo. Don Quixote eh bem mais pitoresco enquanto que o TFPQ eh uma sincera historia de desilusão. O final do livro eh uma das partes mais emocionantes de todo o livro. Tudo converge para o fim glorioso e triste e lindo do Major Policarpo.

Lima Barreto com seu linguajar despojado e popular conseguiu acertar em cheio a verdadeira natureza humana. Uma triste conclusão.

Um livro aparentemente despretensioso mas que chacoalha os alicerces de nossas crenças no Brasil.

Imperdível. Leia, nem que seja pra dizer que leu.

Publicado por: atreusj | Junho 3, 2009

Reprise

Reprise eh o primeiro longa do diretor Norueguês – Joachim Trier. E que melhor forma de estrear atras das câmeras do que sendo nominado por melhor filme estrangeiro em 2006 nos oscars hein? Pois eh, Reprise eh bom. Sem mais, nem menos. Bom!

O filme eh sobre a vida. Amizade,loucura,amor,decepção,ambição e desilusão. Focado preponderantemente em dois amigos Erik (Espen Klouman-Høiner) e Phillip (Anders Danielsen Lie), ambos ambicionam ser escritores. Enquanto que o Phillip pira devido a sua namorada Kari (a linda Viktoria Winge), o Erik se vê recusado pelas editoras e tem de reescrever varias vezes seu manuscrito. Não digo mais, pra não estragar a beleza do filme.

A filmagem eh espetacular. Reza a lenda que foi feito em homenagem ao Truffaut e a Nouvelle Vague, enfim, se for, parabéns Joachim. Inclusive acho ateh que passam um trecho de um filme de Goddard numa televisão!Vejam ai e me digam se sim. (Uma cena de um parque ou jardim ou algo assim). Tratando da atuação, rien a dire. Corretas. Carismáticas. Quem diria que existem atores na Noruega?

Conclusões? Reprise eh um filme que eu gostaria de ter feito. O filme sentou numa mesa e bateu papo comigo, como se fossemos velhos companheiros de guerra. Se o Cinema foi feito para sentir, Reprise eh uma de suas representações. Por outro lado, eu sou suspeito. Identifiquei-me com ambos os protagonistas. Sou um pouco de reprise. Alias, somos todos.

Vai o trailer:

5,10,20,30 mil garfadas. Um filme absolutamente imperdível.

(Uma resenha short but sweet)

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